PROPOSTA EDITORIAL

Nosso site é um espaço de compartilhamento de informações sobre a pandemia mundial da covid-19 e temas correlatos em suas múltiplas configurações. Nasceu da percepção de que uma série de pessoas estão escrevendo diferentes tipos de relatos, análises e testemunhos sobre o que estão vivendo e pensando com a crise mundial instaurada pelo coronavírus.

Cientistas sociais que somos, achamos que seria um ótimo momento para exercitar/incentivar a imaginação (auto)etnográfica, sociológica e política sobre a pandemia e esperamos receber contribuições e experimentações etnográficas a partir dessas experiências, ao mesmo tempo, isoladas e compartilhadas.

Ademais, muito se tem dito sobre como a pandemia que vivemos é também uma infodemia. Com as mídias digitais e o acesso à informação tanto em termos de consumo como de produção, habitamos um cenário bastante conflitante em termos de que informações jornalísticas, mensagens encaminhadas pelo WhatsApp, pronunciamentos das autoridades oficiais e pesquisa científicas acreditar na hora de pensarmos estratégias de prevenção e enfrentamento da crise. Nesse sentido, o antropoLÓGICAS EPIDÊMICAS é também uma iniciativa para situarmos melhor o debate qualificado sobre diversas questões que estamos enfrentando.

 

Incentivamos qualquer formato possível de compartilhamento (auto)etnográfico do momento atual. Podem ser textos acadêmicos, teóricos e analíticos, mas também relatos mais literários, experimentações com diversas modalidades (textuais, visuais, sonoras) de registro etnográfico, autoetnografias, ensaios fotográficos, filmes, exercícios de imaginação político-viral, etc.

Como a crise que estamos vivendo nos afeta a todas, todas podemos, a partir de nossos corpos, vidas e campos, refletir sobre alguma implicação da pandemia. Por outro lado, como algumas têm dito, sabemos que não estamos todas no mesmo barco. Talvez, no mesmo mar. Mas umas em um iate e outras agarradas em um pau, tentando boiar para sobreviver. Nesse sentido, também incentivamos contribuições que enfatizem como a pandemia que enfrentamos é desigualmente vivida quando levamos em conta marcadores de raça, classe, gênero, sexualidade, geração, sorologia, padrão de normalidade corporal/capacitismo, etc.

 

São muitas as discursividades abertas pela pandemia do novo coronavírus. Cotidiano, trabalho, relações pessoais e sociais, nossa interação, mobilidade, valores individuais e coletivos, noções de soberania, de verdade. Tudo, de alguma maneira, é contaminado pela covid-19.

Assim, a seção intitulada IMAGINAÇÃO político-viral destina-se a experimentos [textuais, sonoros, (áudio)visuais] de imaginação político-viral. Que mundos possíveis, ao mesmo tempo imaginários e reais, são presentificados pelo que atravessamos? Se sonhos e imaginação são parte fundamental da realidade, que cenários e ideias são projetadas por um momento cuja força se imprime em todos os aspectos de nossa vida?

EQUIPE EDITORIAL

Vitor Grunvald

Professor do Departamento de Antropologia e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRGS. É também realizador audiovisual e tem feito uma série de experimentações com a imaginação etnográfica através de diversas mídias. Atualmente, coordena o Núcleo  de Antropologia Visual (Navisual) do PPGAS-UFRGS e o Grupo de Reconhecimento de Universos Artísticos/Audiovisuais (GRUA) da UFRJ, além de, participar, como pesquisador do Núcleo de Estudos sobre Marcadores Sociais da Diferença (NUMAS), do Núcleo de Antropologia, Performance e Drama (NAPEDRA) e do Grupo de Antropologia Visual (GRAVI), todos ligados à USP.

Jean Segata

Professor do Departamento de Antropologia e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFRGS. Tem experiência em cibercultura e relações humano-animal. Foi Craig M. Cogut Visiting Professor for Latin American and Caribbean Studies na Brown University (USA, 2018). É líder do GEMMTE - Grupo de Estudos Multiespécie, Microbiopolítica e Tecnossocialidade e e coordenador do NEAAT - Núcleo de Estudos Animais, Ambientes e Tecnologias do PPGAS-UFRGS.

tita (Letizia Patriarca)

Visiting PhD na Università di Bologna. Trabalha com EaD na UNIVESP. Realiza o doutorado no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da USP,  sob orientação de Silvana de Souza Nascimento, pesquisando processos de criminalização de travestis e da prostituição. Integrante do CÓCCIX/NAU - Estudos do Corpocidade e do NUMAS - Núcleo de Estudos sobre Marcadores Sociais da Diferença. Atua com educação, revisão textual, pesquisa, experimentações queer e dribla a ausência de bolsa de estudos.

Elisa Oberst Vargas

Formada em Psicologia, estuda relações humano-animal na Antropologia desde 2014. É doutoranda em Antropologia Social na UFRGS e debate questões que envolvem as intersecções entre epidemias, políticas públicas, tecnologias, animais e microorganismos. É uma das cofundadoras do GEMMTE - Grupo de Estudos Multiespécie, Microbiopolítica e Tecnossocialidade. Atualmente é pesquisadora sem bolsa e, sumariamente, contra os cortes em pesquisa nas universidades brasileiras.

Frederico Machado

Professor do Departamento de Saúde Coletiva e do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFRGS. Desenvolve pesquisas sobre participação social, políticas públicas e as relações entre os movimentos sociais e o Estado. Foi editor-chefe da Revista Psicologia Política (2016-2020). Atualmente, coordena o Laboratório de Políticas Públicas, Ações Coletivas e Saúde (LAPPACS/UFRGS).  

Nathália dos Santos Silva

É mestre em Comunicação e doutoranda em Antropologia Social pela UFRGS, interessa-se pelo estudo das relações entre ambientes, tecnologias e Estado. Integra o NEAAT (Núcleo de Estudos Animais, Ambientes e Tecnologias do PPGAS-UFRGS) e o GEMMTE (Grupo de Estudos Multiespécie, Microbiopolítica e Tecnossocialidade), pesquisando a produção de conhecimento em políticas públicas de vigilância e controle de zoonoses. É contra os cortes em pesquisa no Brasil.

Denise Pimenta

Doutora em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo, tendo sido orientada pelo prof. Dr. John Cowart Dawsey. Na Serra Leoa, foi supervisionada pela Dra. Aisha Fofana Ibrahim, professora da Fourah-Bay College/University of Sierra Leone. Fez uma etnografia sobre mulheres e a epidemia do Ebola na Serra Leoa (África do Oeste), defendeu a tese (2019) intitulada: “O cuidado perigoso: tramas de afeto e risco na Serra Leoa (A epidemia do ebola contada pelas mulheres, vivas e mortas)”. Uma pesquisadora que estuda mulheres e que adora estar entre elas (nós)!

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